quarta-feira, 14 de maio de 2008
COMO CORREU A NOSSA 4ª TERTÚLIA
segunda-feira, 12 de maio de 2008
JOSÉ DIAS LANÇA O SEU LIVRO
A ALTERNATIVA - Associação Cultural associa-se, com júbilo e solidariedade, ao lançamento do livro do seu Associado José Dias. As Memórias do Cidadão José Dias serão apresentadas ao público de Coimbra no próximo dia 14 de Maio, pelas 18 horas, na Livraria Almedina-Estádio. O "Cidadão José Dias" tem vindo a marcar um lugar de relevo na dinamização do movimento associativo e cultural do País, nomeadamente no que diz respeito a Coimbra. É ele o actual Presidente do Conselho da Cidade. E é de esperar que as suas "Memórias" nos tragam importantes novidades sobre a vida política portuguesa, especialmente na fase coincidente com o mandato presidencial do Dr. Jorge Sampaio, de quem José Dias foi próximo Colaborador. Dentro da ALTERNATIVA, José Dias tem sido uma presença vigilante, crítica e interveniente. É sempre escutado com a atenção que nos merecem as pessoas esclarecidas e experientes, sendo certo que algumas das nossas "afinações" muito devem à sua postura sincera, cooperante e sempre leal. Assim, muitos dos nossos Associados estarão certamente presentes no lançamento do livro de José Dias, para lhe darem o abraço de que ele é indiscutivelmente merecedor.quinta-feira, 8 de maio de 2008
4ª Tertúlia da ALTERNATIVA
O Maestro e Académico Dr. André Granjo (na imagem) irá introduzir, na próxima Segunda Feira, dia 12 de Maio, às 21h30m, no lugar do costume (Galeria Santa Clara), o tema a debater na nossa 4ª Tertúlia. Desta vez, iremos conversar sobre Bandas de Música em Portugal - Um fenómeno artístico e social . O nosso Associado André Granjo possui créditos importantes na área em causa. Reparemos neste seu abreviado currículo:" Nascido na freguesia de Oiã, no ano de 1975, o jovem maestro André Filipe de Oliveira Granjo, adquiriu os primeiros conhecimentos de música logo aos quatro anos de idade, na Academia de música A Tecla.
De uma família tradicionalmente dedicada à música, foi com seu pai, Silas de Oliveira Granjo, e também com Álvaro Ferreira, que iniciou o estudo do clarinete, na escola da Banda Filarmónica da Mamarrosa, aos sete anos. Três anos depois, aprofundou esse estudo, ingressando no curso de clarinete no Conservatório de Música de Aveiro.
Frequentou diversos cursos de direcção coral e instrumental com maestros como José Robert, Rogert Flieg, Roberto Perez, Edgar Saramago, Christopher Bochman Alberto Roque e Robert Houlian.
No seu percurso musical, é de referenciar a sua participação como maestro convidado no Orfeon Académico de Coimbra, a sua colaboração como elemento do Grupo de Instrumentos de Sopro de Coimbra, da Orquestra Típica e do Coral de Águeda, das Orquestras Ligeira e de Sopros do Conservatório de Aveiro, da Banda Marcial de Fermentelos e também da Tuna da Universidade de Aveiro. Detém, desde 1994, a batuta da Orquestra da T.A.U.C., altura em que iniciou o curso de Antropologia na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
A T.A.U.C. deve-lhe ainda a fundação do grupo Rags, em 1995, do qual é actualmente director artístico.
No presente, exerce ainda as funções de Clarinetista e Maestro assistente da Banda da União Filarmónica do Troviscal.
Presentemente é maestro titular da Banda da União Filarmónica do Troviscal, da Orquestra e do grupo Big Band Rags da T.A.U.C. e maestro convidado da Banda Municipal de Silleda (Pontevedra) e da Orquestra de Sopros de Jovens da Região da Charantes (França).
Em Novembro de 2005 terminou com a avaliação de Muito Bom o Curso de Mestrado em Direcção de Banda na Zuid-Nederlandse Hoogeschool fur Musiek em Maastricht (Holanda) onde foi aluno do Maestro Jan Cober ".
Não é necessário dizer mais nada.
Lá estaremos, então!
domingo, 4 de maio de 2008
TEXTOS EXEMPLARES - "O Encontro"
Por vezes, sem qualquer esforço, sou uma atmosfera ou identifico-me com um arvoredo, com a sua cor sombria, cor de veludo e silêncio, cor de estar ou ser, intemporal e densa. Eis onde vivo por momentos. Onde sou uma respiração do silêncio. Ou então uma encosta. Umas quantas janelas onde já ninguém vem assomar-se. Uma faixa oblíqua de cor ensimesmada no abandono de uma tristeza que é um gesto da imobilidade. Alongado, profundo, externo gosto de ser e nada mais. Estar ou ser no encontro tornou-se a exactidão pura de uma densidade tranquila e suficiente, internamente imensa. Contemplação intensa e calma, como liberta do desejo, e todavia a forma e o fundo do desejo como substância única, salva numa completa tranquilidade. Neste muro inabitável, por abandonado e solitário, está a mais viva e a mais sossegada habitabilidade do mundo. Sinto a vibração aérea do imperecível e todavia efémero. Sou agora, abandonando-me, o próprio encontro com o que não responde e que responde no silêncio do inanimado. Horizontal, vertical, estou reunido como uma pedra e não me afundo, não soçobro entre a sombra e a água.António Ramos Rosa
sábado, 3 de maio de 2008
TEXTOS EXEMPLARES - "As Nuvens"
Hei-de aprender um ofício de que goste, há tão poucos, talvez carpinteiro, ou pedreiro. Construiria uma casa neste chão de areia com pedras húmidas, lisas, ou cheias de limos, frias, são tão bonitas, com seus veios cruzando-se, ou afastando-se de costas uns para os outros. Havia de meter-me por esses miúdos caminhos de chibas para ver, ao fim da tarde, chegar os saltimbancos em toda a sua glória, que me apontam as nuvens lentas, muito brancas, afastando-se.
Eugénio de Andrade
quinta-feira, 24 de abril de 2008
3ª "TERTÚLIA ALTERNATIVA"
Aqui vos trazemos algumas fotografias relativas à nossa 3ª "Tertúlia Alternativa", realizada na Galeria Santa Clara no passado dia 21. Queiram seguir, através das legendas, a "lógica" das imagens:
1- O Presidente da Associação abre os trabalhos e apresenta o Orador;
2- O Orador, nosso querido Prof. Sá Furtado, Associado Fundador, introduz o tema;
3- O Pedro Bingre fala na decepção do "rentismo" lusitano;
4- O General Monteiro Valente pondera argumentos, sob o olhar do José Dias;
5- O Valdemar obtempera ... e o Fernando Madeira parece divertido; ao fundo, o casal Carvalho Homem (Luís Filipe e Mila) segue o rumo da conversa.
6- O Fernando Fava diz de sua justiça; a Maria do Carmo Lopes está prazenteira;
7- O João Gouveia Monteiro, com a sua habitual serenidade, adianta os seus pontos de vista. A Germana parece pensativa e o Prof. Vítor Madeira denota concentração;
8- O Adriano Pedroso de Lima foi uma presença atentíssima.
O debate, subordinado ao tema Portugal : como vai ? para onde vai? deu origem a um vivo e participado debate.
Outros se seguirão. Até breve!
quinta-feira, 3 de abril de 2008
TERTÚLIA SOBRE O PATRIMÓNIO


A ALTERNATIVA irá realizar, no próximo dia 7 do corrente mês, às 21h30m, na Galeria Santa Clara (junto ao Portugal dos Pequeninos), em Coimbra, a sua Segunda “Tertúlia”. O tema a discutir subordinar-se-á ao seguinte mote: Intervir no Património. O tema será introduzido por dois dos nossos mais fiéis Associados: a Drª MARIA ANTÓNIA LUCAS DA SILVA e o Arquitecto FERNANDO MADEIRA. Prevê-se que o assunto concite o interesse de muitos de nós e que a afluência a esta “Segunda Tertúlia Alternativa” seja considerável.
A defesa do Património, edificado e não-edificado, está hoje na ordem do dia. A integração de Portugal no espaço europeu converteu-nos, para o melhor e para o pior, num “país de lazer” (mais para os que chegam do que para os que cá estão…), antevendo-se que uma importantíssima parte da sobrevivência do país se realize através da captação de receitas do Turismo. Ora, o Património é a coluna principal de uma oferta turística digna desse nome.
A questão está toda em saber se os cidadãos portugueses têm a perfeita consciência desta realidade; se as Autoridades, nos seus diversos níveis e escalões de intervenção, se esforçam suficientemente na preservação da riqueza patrimonial que temos; se nas nossas Escolas está a fazer-se uma sensibilização para a salvaguarda do Património; e até se somos hoje dignos de tais riquezas, que os nossos antecessores nos legaram.
São assuntos deste teor que estarão em aberto na nossa Tertúlia, para que possam ser escalpelizados e debatidos com a inteligência de que formos capazes.
Os dois seguintes poemas do Professor João de Castro Nunes, Amigo da ALTERNATIVA desde a primeira hora, são uma excelente introdução ao tema, que será por nós debatido no dia 7.
Lidar com pedras
A defesa do Património, edificado e não-edificado, está hoje na ordem do dia. A integração de Portugal no espaço europeu converteu-nos, para o melhor e para o pior, num “país de lazer” (mais para os que chegam do que para os que cá estão…), antevendo-se que uma importantíssima parte da sobrevivência do país se realize através da captação de receitas do Turismo. Ora, o Património é a coluna principal de uma oferta turística digna desse nome.
A questão está toda em saber se os cidadãos portugueses têm a perfeita consciência desta realidade; se as Autoridades, nos seus diversos níveis e escalões de intervenção, se esforçam suficientemente na preservação da riqueza patrimonial que temos; se nas nossas Escolas está a fazer-se uma sensibilização para a salvaguarda do Património; e até se somos hoje dignos de tais riquezas, que os nossos antecessores nos legaram.
São assuntos deste teor que estarão em aberto na nossa Tertúlia, para que possam ser escalpelizados e debatidos com a inteligência de que formos capazes.
Os dois seguintes poemas do Professor João de Castro Nunes, Amigo da ALTERNATIVA desde a primeira hora, são uma excelente introdução ao tema, que será por nós debatido no dia 7.
Lidar com pedras
As vilas, as aldeias, as cidades,
na sua topográfica estrutura,
têm alma própria, têm identidades
como qualquer pessoa ou criatura.
Existe um eixo de orientação
no seu traçado, nunca lhes faltando
um largo principal, cuja feição
não se deve alterar de quando em quando.
Não se pode mexer de qualquer modo
numa edificação, num monumento
sob pena de estragá-los no seu todo.
Cada lugar merece ser tratado
quando se impõe, mas com discernimento
a fim de não ficar… desvirtuado!
Identidade e património
A maneira de ser, a identidade
de uma nação, de um povo, que se entende
como uma espécie de comunidade,
da forma de governo não depende.
Assenta no diálogo constante,
ininterrupto, a bem dizer diário,
com as leiras que temos por diante
servindo-nos de berço e de cenário.
Governe-nos um rei ou presidente,
Manuel, João, Cesário ou Possidónio,
o caso nada tem de transcendente.
O que de uma horda faz uma nação
é o seu comum apego ao património
ainda que não passe de um torrão!
João de Castro Nunes
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